Os EUA, depois da segunda guerra mundial, se comportou aos olhos do mundo como símbolo da democracia. O sonho americano era a coisa mais falada, era um país que dava oportunidade para todo mundo.
Vem um novo presidente e muda radicalmente o discurso. Destrói aquele Consenso de Washington de 1980, do Higgens e da Margaret Thatcher. De que o negócio era não ter barreira comercial, negócio livre, que não tinha que ter imposto, empecilho. E o Brasil aceitou.
A primeira coisa que nós fizemos foi acabar com a indústria de autopeças.
E agora, entra um novo presidente e qual o discurso? América para os americanos. Nós vamos taxar tudo que é produto importado e vamos mandar embora tudo que é imigrante. Os que ajudaram a construir aquela pátria grande, a construir riqueza dos Estados Unidos.
E aí, eu fico pensando. Cadê a democracia, o respeito ao livre trânsito do ser humano se você tem livre trânsito do capital? Cadê o livre comércio que foi tão apregoado.
E aí começa a ameaçar o mundo. Todo dia tem uma ameaça, uma coisa. O Brasil é um país de paz, a gente não tem divergência com nenhum país.
É verdade que os EUA é dos americanos, a China é dos chineses, a Rússia é dos russos, a Índia é dos indianos. Mas é verdade que o Brasil é do povo brasileiro e eles têm que respeitar as coisas que nós fazemos aqui dentro. Esse país é nosso.
Fonte: g1