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O governo Lula calcula que vai injetar R$ 12 bilhões no país ao mudar a regra sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FTGS). A medida visa melhorar a combalida popularidade do presidente. O risco, no entanto, é superaquecer uma economia que já anda aquecida e com a inflação ascendente. A política do governo em fazer gastos e injetar dinheiro na economia vem sendo apontada pelo Banco Central como um dos principais fatores por trás da alta da inflação. Com isso, o Comitê de Política Monetária vem elevando os juros básicos da economia reunião após reunião, para tentar frear a atividade econômica. A mudança que o governo deve anunciar nesta quarta-feira (26) permitirá que os trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário poderão também retirar o saldo integral em caso de demissão sem justa causa. Hoje, há uma quarentena de dois anos nesses casos.A MP deve garantir que todos demitidos até a data de publicação que tiverem optado pelo saque-aniversário poderão também sacar o saldo total. O que o governo ainda discute é se no futuro as duas modalidades vão poder existir. Ou seja, se quem for demitido no futuro poderá optar pelo saque-aniversário e continuar sem quarentena.O governo alega que o trabalhador demitido não tinha informação suficiente e se confundiu quando aderiu ao saque aniversário.Medida similar com a de governos anterioresOs governos anteriores, do ex-presidente Michel Temer e do ex-presidente Jair Bolsonaro, também fizeram mudanças no FGTS em momentos de baixa popularidade para buscar prestígio com o trabalhador de carteira assinada. O governo Bolsonaro criou a modalidade do saque-aniversário, em 2019. Já o governo Michel Temer permitiu que trabalhadores pudessem sacar parte dos lucros do FGTS. E para os informais?A limitação dessa medida, em termos de popularidade, é que ela é mais uma do governo Lula a acenar para o trabalhador com carteira assinado.